Como planejar as demandas logísticas para o pós-pandemia

O ano de 2020 está sendo atípico de muitas formas para as empresas. As consequências da pandemia de coronavírus, que paralisou atividades durante um longo período e fez com que as relações online se tornassem prioritárias, impactou em todos os setores comerciais.

Em termos de logística, as empresas se viram obrigadas a rever processos visando aumentar a proteção dos trabalhadores. Em muitos segmentos o volume de compras online aumentou, o que consequentemente resultou em uma maior demanda de transporte de mercadorias. 

E mais: não há certeza de como será o cenário em 2021, o que pode obrigar muitas companhias e reverem seus planejamentos.

Covid-19: os ajustes no planejamento logístico

A primeira coisa a se considerar no planejamento logístico para 2021 é a interpretação dos dados históricos. As sazonalidades às quais a sua empresa estava acostumada certamente foram modificadas em razão de um período de três a cinco meses bastante atípicos. Para algumas companhias houve redução no volume de entregas, enquanto outras se viram diante de demandas inéditas.

A questão é: como as coisas funcionarão no próximo ano? Se por um lado há uma tendência de retorno à normalidade a cada dia que passa, ainda que o número de mortes por Covid-19 continue alto e uma solução não tenha sido encontrada, por outro no chamado “novo normal” as compras online devem se manter em volumes altos, implicando na revisão de demandas por parte das companhias.

É pouco provável que os números vistos em março e abril deste ano se repitam do mesmo modo em março e abril de 2021. Sendo assim, há que se considerar desvios e margens de erro na hora de utilizar dados como referência para a tomada de decisão.

Maior segurança: revisão de processos de trabalho

Enquanto não houver uma vacina eficiente contra o coronavírus, os cuidados com relação ao manuseio de produtos e ao relacionamento entre os colaboradores não devem ser afrouxados. Uso de máscara, limpeza das mãos com álcool em gel e trabalho remoto, quando possível, são práticas que não devem sair de cena tão cedo.

Essas práticas têm incentivado a adoção de novas formas de trabalho, como a automatização de depósitos, rastreios de cargas e conferência de documentação. Soluções modernas que já estavam em alta antes da pandemia devem se tornar cada vez mais frequentes. Do ponto de vista das empresas logísticas, isso significa investimento em tecnologia e treinamento de colaboradores. 

Gestão de demandas: novos patamares em 2021

Um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) indica que em algumas categorias as vendas online chegaram a dobrar em 2020. É o caso do setor de saúde, por exemplo, que registrou um aumento de 111% na demanda. Segmentos como beleza e perfumaria e supermercados também viram o volume online aumentar em 83% e 80%, respectivamente.

Outro estudo da Social Minner, em parceria com a Opinion Box, apontou que 64% dos consumidores pretendem continuar comprando tanto online quanto no varejo, mesmo após o fim da pandemia. O indicativo é que certos comportamentos serão modificados e a compra online, consolidada nesse momento, deve ser cada vez mais representativa no comércio em geral.

Para as empresas de transporte e armazenamento, novos desafios devem surgir. Atender demandas maiores, em menor tempo, e sem deixar de lado a qualidade é uma missão que irá requerer planejamento, investimento e decisões estratégicas. A especialização em certas áreas combinada com a inteligência de dados deve ganhar uma importância ainda maior.

Se os desafios do mundo pós-pandemia se apresentam para todos nós, para o setor de logística o quadro não será diferente, pelo contrário. O segmento está no centro das mudanças que devemos enfrentar ao longo dos próximos anos e, por essa razão, o planejamento terá papel ainda mais vital daqui em diante.

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