Os desafios logísticos das operações de entrega recorrente

Entregas recorrentes estão se tornando uma realidade cada vez mais comum para os brasileiros. Grandes empresas de e-commerce, como a Amazon, têm disponibilizado produtos “em recorrência”, ou seja, enviados automaticamente para a casa do consumidor a partir de um certo período.

O método funciona como uma espécie de assinatura mensal. A cada 30 ou 60 dias um consumidor que precise de alguns produtos, pode programar a recorrência do envio dele por intermédio do seu site preferido. 

Se por um lado essa é uma grande vantagem para os clientes, e que comprova a solidificação do comércio online no Brasil, por outro esse é mais um desafio a ser enfrentado pelas empresas de logística. O serviço que antes era restrito ao B2B agora chega com força também ao consumidor final.

Expectativas mais altas: os desafios das entregas nesta modalidade

Um consumidor que contrata um serviço de entrega recorrente tem plena confiança no e-commerce no qual investe. Além disso, ele presume ainda que essa modalidade é mais cômoda e acessível, além de ter a expectativa de pontualidade no recebimento do produto. Trata-se, portanto, de um consumidor mais exigente nesse sentido.

Um uma operação de entrega programada, a consistência dos prazos é um fator ainda mais importante, especialmente quando falamos de itens essenciais. Deixar o consumidor na mão, mais do que em outros casos, significa privá-lo de um produto essencial, gerando transtornos, aborrecimentos e um possível cancelamento do serviço.

Do ponto de vista logístico, é de se esperar que as empresas adotem essas vendas “previsíveis” em favor de sistemas mais inteligentes de entrega. Certas rotas terão que ser realizadas ainda que não exista demanda suficiente de entrega, o que pode representar prejuízos se outras compras não tiverem seus prazos adaptados para melhor aproveitamento.

Automação de recorrência: o caminho para o desenvolvimento

Em se tratando de entregas recorrentes, a adoção de sistemas de automação são fundamentais para a gestão dessa modalidade. Como já mencionamos, não basta apenas saber que um produto chegará à transportadora em um dia específico e precisará chegar às mãos do consumidor em uma determinada data.

É preciso que o gestor de logística pondere o custo operacional de, muitas vezes, disponibilizar um veículo inteiro apenas para uma entrega em rota. Além de ser contraproducente, essa é uma medida que ajudaria a encarecer mais os custos operacionais. Portanto, há que se considerar as margens das demais entregas de maneira que seja possível tirar melhor proveito da situação.

Gerir um volume tão grande de informações, com dezenas de variáveis, é praticamente impossível sem o uso de ferramentas adequadas. Portanto, investir em soluções de software mais modernos, centros de distribuição informatizados e mais próximos dos grandes centros se torna essencial para obter melhores resultados.

Qual é o modelo de entrega mais adequado?

Em linhas gerais o formato de entrega direta — do armazém para o cliente — é mais adequado quando se fala de entregas de baixo volume do que o tradicional hub and spoke, no qual a carga passa por um centro de distribuição antes de chegar ao destinatário. Todavia, seja via armazém ou centro de distribuição para crossdocking, o fato é que a solução escolhida precisa se mostrar eficiente.

Nesse sentido, os condomínios logísticos apresentam como facilidade a expansão dos módulos, outro ponto positivo.
Modulares, esses espaços podem ser contratados sob demanda e sob medida, reduzindo custos operacionais e aumentando a agilidade na expansão sem que a operação ativa seja prejudicada.

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