5 principais custos logísticos no Brasil – e como reduzi-los

O ano de 2020 foi bastante desafiador para a indústria como um todo. A demanda crescente do comércio eletrônico já previa a tendência de alta pela busca de soluções de logística e armazenamento, mas não se esperava que as coisas fossem evoluir em um ritmo tão acelerado.

Os consumidores foram forçados a adotar novos hábitos de compra e muitos e-commerces foram pegos desprevenidos nessa fase de transição. A adaptação rápida como alternativa para o atendimento das demandas veio acompanhada de custos mais altos e de operações que cresceram de uma forma menos enxutas do que poderiam.

Para 2021, a regra é clara: é necessário aperfeiçoar ainda mais a logística de transporte para garantir a satisfação dos consumidores. Por outro lado, é preciso manter os custos operacionais sob rédeas curtas, sob o risco de encarecer demais as operações. 

Quais fatores têm maior impacto nos custos logísticos no país?

1. Estoque e armazenamento

É impensável operacionalizar o estoque e o armazenamento de grandes volumes, ou de itens com alto giro, sem automatizar diversos aspectos desse quesito. Os antigos depósitos podem até ser uma solução aparentemente mais em conta em um primeiro momento, mas em médio e longo prazo se tornam dispendiosos e pouco eficientes.

Portanto, é preciso observar a necessidade de contar com uma infraestrutura moderna para estoque e armazenamento, com suporte para as mais modernas ferramentas de automação e flexibilidade para ajuste dos fluxos em função das demandas. Condomínios logísticos podem atender essa demanda a um custo operacional mais acessível.

2. Transporte e fretes

A pesquisa Custos Logísticos do Brasil, de 2015, já apontava o peso que o transporte em si tem sobre uma operação logística. Segundo o estudo, 50% dos custos logísticos têm relação direta com o envio e recebimento de mercadorias. Portanto, cada centavo economizado neste fator da operação impacta de forma significativa no custo final.

Comece fazendo uma avaliação dos veículos, se eles são apropriados para o tipo de transporte que realizam e se não há alternativas mais eficientes. Em algumas circunstâncias, a terceirização pode ser a melhor opção; em outras, manter uma frota própria pode proporcionar maior controle. Aspectos como manutenção, depreciação e seguros nunca podem ficar em segundo plano.

3. Infraestrutura de tecnologia

Para evoluir na velocidade que o mercado demanda, é preciso estar atento às novas tecnologias. A automação pura e simples não pode ser encarada como um mero maneirismo: é preciso que essas aplicações sejam desenhadas sob medida para a sua operação e impactem na redução de custos e prazos.

Softwares de gestão são essenciais em todas as etapas do processo. As empresas que ainda não adotaram esses sistemas estão ficando para trás e perdendo mercado, seja pela falta de agilidade ou pela impossibilidade de oferecer ao consumidor controle sobre as informações nas principais etapas do processo.

4. Invista em planejamento tributário

A sua empresa pode estar perdendo dinheiro e pagando tributos desnecessários pelo simples fato de não ter revisto cada um dos aspectos legais e financeiros do negócio. Sabemos que o sistema tributário brasileiro é dos mais complexos e, por isso, é essencial observar cada detalhe nesse quesito.

Invista em escritórios de contabilidade e em profissionais de finanças que possam assumir papeis que vão além da simples execução de processos. Revise todos os aspectos da operação para encontrar oportunidades de redução de custos sem deixar de lado todas as formalidades burocráticas exigidas.

5. Inovação presume qualificação profissional

Por último, mas não menos importante, é preciso pensar ainda na qualificação dos seus operadores logísticos. Profissionais menos experientes podem não ter o know-how de que você precisa para buscar inovações e melhorias contínuas. Eles podem ter um custo menor e ser bons executores, mas na ponta é preciso pensar sempre um passo à frente.

São duas as alternativas possíveis, e o ideal é poder combinar as duas: buscar profissionais mais qualificados e atualizados para os cargos de liderança e investir na qualificação dos seus colaboradores que já atuam na empresa. Esse é um segmento no qual o barato pode sair caro e economizar aqui pode significar deixar de ganhar em médio e longo prazo.

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